A vida é curta, ande com o pé no fundo
Esta semana perdi um amigo. Jovem, 46, morreu de câncer. Não nos freqüentávamos, nem posso dizer que éramos amigos literalmente, mas conhecidos de negócios. Bons conhecidos. Eu o admirava e o respeitava e ele era daquelas pessoas que sempre deixa uma marca além do papo de negócios. Fui apresentado a ele por outro amigo em NY, quando morávamos lá, e bebemos e petiscamos juntos 1 ou 2 vezes no Keens, bar que ficava na rua do nosso escritório. Fazíamos planos de como mudar o mundo em plena bolha de Internet. Bons tempos, boas lembranças.
Fique em paz!
Lamentando a notícia com outro amigo, recebo de volta um e-mail dizendo “life is short and we’ve got play it at full speed”.
Não concordo muito quanto a “full speed” mas certamente penso que temos que viver intensamente, verdadeiramente e efetivamente, cada momento que nos resta. Nada de se antenar no passado ou, pior ainda, de aguardar um futuro que nunca chega. De fato, só existe o hoje e isso é o que importa. O prazer e a realização devem ser encontrados no dia-a-dia, todo dia.
Fico pensando se o momento final for agora, há uma boa história para ser contada? O que ficaria da nossa passagem por aqui se fôssemos convidados a nos despedir hoje? Hum?
Tenho uma neura, que já comentei aqui, de “fazer diferença”, de passar por esse mundo e deixar alguma coisa boa. Pode ser a mais pura neura e pode ser até uma pretensão exagerada que nunca conseguirei cumprir. Que seja, mas vou atrás assim mesmo, e tenho que ir hoje.
Essa semana me provocou. Não me fez acelerar, sair a “full speed” por aí, mas me re-lembrou de viver cada instante com o máximo da sua intensidade, extraindo sempre as melhores emoções, sensações e experiências, sejam elas quais forem. Se tudo acabar amanhã, que tenha sido o máximo e que a história a ser contada seja muito boa!
por Bob Wollheim - (bob@empresabrasil.com.br)




1 Comments:
Saudações ao amigo rico. Depois de muito tempo parado de novo a escrever.
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