Para saber como anda a sua saúde, é preciso fazer exames. Da mesma forma, para saber como andam as suas finanças, exames são necessários. Felizmente, exames financeiros são mais simples e rápidos, ao fim deste texto, sairá seu primeiro resultado. Um dos exames mais importantes é aquele que indica “como você ganha dinheiro”.Empregado (E), Autônomo (A), Dono (D) e Investidor (I) são as quatro formas (ou quadrantes) de se ganhar dinheiro segundo o livro “Pai Rico, Pai Pobre” de Robert Kiyosaki.Empregados são aqueles que geram dinheiro a partir de um salário. Autônomos trabalham por uma comissão (vendedores, por exemplo, são autônomos), ou então têm uma pequena empresa, mas fazem todo o trabalho; ou seja criaram o seu próprio emprego. Estes quadrantes (E e A) têm um problema: não são escaláveis. Se você quer ganhar mais, precisa trabalhar mais, mais horas. Fora isso, segundo o Pai Rico, os impostos que incidem sobre estes quadrantes são os mais altos.
Donos são aqueles que construíram uma empresa para a qual eles não precisam trabalhar. A empresa anda sozinha. Se você viajar por um mês, quando voltar a sua empresa vai estar melhor – com novos clientes – ou pior? Se a sua resposta foi melhor, você é um dono; se respondeu pior, você é autônomo. Investidores ganham dinheiro através de imóveis, poupança, ações, fundos de investimento, etc. Estes quadrantes (D e I) têm uma grande vantagem: o seu dinheiro trabalha para você e não o inverso. Se você quer ganhar mais, expanda o seu negócio, contrate um novo gerente de vendas. Ganhar mais não está diretamente relacionado ao número de horas que você trabalha. Além disso, ensina o Pai Rico, os impostos sobre estes quadrantes são mais baixos.
Você deve estar se perguntando: o que o Pai Rico afirma sobre os impostos vale para o Brasil? Sim, empregados são os que pagam mais impostos e isso vale sim para o Brasil. Por exemplo, se você for consultor, trabalhar como empregado para uma grande empresa e receber um bom salário, vai pagar 27,5% de imposto de renda na fonte. Se for dono de uma empresa de consultoria, pode optar por duas formas de pagar impostos: lucro real ou lucro presumido. No lucro presumido, vai pagar entre 11 e 14% de impostos dependendo do Imposto Municipal. No lucro real, se você colocar as suas viagens como “reunião do board no Havaí” como sugere o Pai Rico, ou, por exemplo, comprar o seu carro pela empresa pode ser que pague ainda menos impostos. Ou seja o conceito base do Pai Rico funciona no Brasil.
É hora do resultado. Possivelmente, você descobriu que gera dinheiro a partir de mais de um quadrante. E percebeu também que, com certeza, os quadrantes mais promissores são o de Dono e Investidor. Independente do estado atual, todos podem ser donos e investidores, basta tomar a medicação correta.
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Texto escrito tendo como referência bibliográfica os livros da coleção “Pai Rico, Pai Pobre” de Robert Kiyosaki. Se você achou este artigo interessante, visite www.amigorico.org.
——– Os créditos acima não podem ser excluídos do texto —————–
Texto escrito com base nas seguintes referências bibliográficas:
- Livro “Pai Rico, Pai Pobre: o que os ricos ensinam a seus filhos sobre dinheiro” de Robert Kiyosaki e Sheron Lechter. Submarino e Livraria Cultura.
- Livro “Independência Financeira: o Guia do Pai Rico” de Robert Kiyosaki e Sheron Lechter. Submarino e Livraria Cultura.
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o problema não é ganhar dinheiro,pois todos ganham dinheiro;uns mais, outros menos, mas ganham;
temos que aprender é o que fazer com ele(dinheiro)
sempre que o tivermos em nossas mãos.
Olá pessoal,
Gostaria de propor que nós formemos uma comunidade para contribuir com perguntas e respostas, com o propósito de buscar alternativas que nos permitam sair das dificuldades financeiras. Existem pessoas que conseguiram conquistar um bom equilíbrio nas finanças e que estão a caminho da Independência Financeira, mas ainda não chegaram lá. E existem pessoas que estão atormentadas por dívidas, contas vencidas, nome sujo na praça e financiamentos que parecem não ter fim. Vivenciei algumas coisas e gostaria de trocar idéias com todos.
Esse debate está muito interessante, e creio que todos nós podemos aprender muito uns com os outros, compartilhar nossas histórias e experiências de vida, e encontrar soluções para os nossos problemas financeiros. Aliás, educação financeira deveria ser matéria obrigatória desde o início do ensino fundamental.
Irei fazer um breve resumo: comecei a trabalhar com 18 anos, na área de informática. Comecei a poupar dinheiro logo que comecei a receber meu primeiro salário. Sempre mantive um estilo de vida simples, evitando gastar mais do que ganhava. Aqui está o primeiro segredo, mas prefiro chamar de auto-disciplina. Para vencer a tentação de gastar sempre e mais do que se ganha, é preciso dominar o “próprio eu” e ter muita força de vontade e determinação, colocando um objetivo de vida à sua frente e perseguindo esse objetivo, até alcançá-lo. E essa vontade, esse desejo de conquistar o equilíbrio financeiro, precisa ser maior do que a vontade que todos nós temos de gastar e comprar tudo aquilo que desejamos. Não é errado comprar aquilo que nós queremos. Ou melhor dizendo, a questão não é apontar se isto é certo ou errado. A questão é tomar uma decisão com relação à própria vida, e escolher o rumo que se deseja tomar.
A vida é feita de pequenas escolhas e decisões, que quase sempre são simples. Gosto muito do Amigo Rico e de outros livros e sites que têm a proposta de ajudar as pessoas com dicas e conselhos para a área financeira, mas acho que ainda falta uma linguagem mais simples, mais próxima da nossa realidade. Geralmente, os livros e sites que encontramos por aí nos dizem “O que” fazer, mas não dizem “Como fazer.” Aí está o grande problema. Somos, na maioria, pessoas que levantam cedo todos os dias para ir trabalhar, pegam a condução super-lotada, e vivem 8 horas por dia ou mais no ambiente de trabalho, voltando quase à noite para casa. A maioria têm o financiamento da moradia e do automóvel para pagar, família para sustentar, estudos (escola, livros) que não são baratos para bancar e muitas outras coisas que só se resolvem com dinheiro disponível.
Eu vivi durante muitos anos convivendo com o pesadelo de ver a minha família devendo ou trabalhando todo mês, apenas para pagar as contas, inclusive com momentos onde não havia dinheiro para comprar um bife para o jantar. Recebíamos telefonemas ou visitas na porta de casa, de cobradores perguntando se tínhamos o dinheiro devido naquele momento. O lazer simplesmente deixou de existir, afinal, não sobrava dinheiro para ir ao cinema, fazer uma viagem nas férias ou para curtir um passeio por perto. Tudo era usado para pagar as contas.
Por algum motivo ainda não muito claro, tomei a consciência ainda muito cedo de que, aquele caminho que meus pais haviam escolhido, ou seja, o de trabalhar duro e viver apenas para pagar contas, não era o caminho que eu escolheria. Isto, para mim, seria reduzir o sentido da vida para algo muito triste, pois a vida para mim sempre representou algo muito especial e grandioso, para ser desperdiçada com o pagamento de dívidas. Então, comecei a perceber o que eles faziam, e a perguntar para mim mesmo se eu poderia evitar fazer o mesmo, ou fazer de outra forma. Será que precisávamos gastar com tantas coisas ? Será mesmo que tínhamos a necessidade daquele produto ? Aquele financimanto de duas décadas era mesmo indispensável ?
A outra questão que comecei a perceber foi o uso do tempo. Percebi a enorme quantidade de tempo que estávamos jogando fora com afazeres ou com inutilidades, que simplesmente não nos traziam nenhum benefício. Depois de um certo tempo, percebi que se usasse aquele mesmo tempo para obter novos conhecimentos e habilidades que me fariam mais capaz de ganhar dinheiro, o retorno posterior seria compensador, e me ajudaria a sair das dificuldades.
Utilizar o tempo de maneira inteligente, e gastar menos do que se ganha com um estilo de vida básico e simples. Aprender novas formas de ganhar dinheiro. Estas são as primeiras dicas de “O que fazer”. Podemos continuar, depois, com o “Como fazer”.
Abraços
Alex
alex@studioanx.com.br
Gostei do artigo, mais uma coisa relevante que não foi dita e faz toda diferença, é o fator “tempo”. Até os bancos sabem disto pois se aplicar na poupança tenho que esperar um mes para ver o resultado. Vou mudar minha forma de pensar e ver os resultado a partir de agora. Acho que vai dar certo.
Um Grande Abraço a todos,
Carlos
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