Apenas 13% poupam!

23/10/2006 por Marcelo Angulo

Brasileiro que poupa é jovem, urbano e homem
Catherine Vieira do Valor Econômico

O poupador de hoje é o consumidor de amanhã. De olho nisso, a Fecomércio do Rio de Janeiro decidiu pesquisar como anda o perfil dos que economizam dinheiro no Brasil. Em parceria com o Instituto Ipsos, descobriu que, em mil domicílios pesquisados em 70 cidades e nove regiões metropolitanas, apenas 13% deles guardam dinheiro. Um percentual ainda pequeno, mas que pode ter bastante espaço para crescer, uma vez que o levantamento revelou que a intenção dos entrevistados de poupar dinheiro existe.

Perguntados se a família tem algum dinheiro guardado, 83% das pessoas entrevistadas responderam que não enquanto 13% disseram que sim. Mas quando a pergunta muda para a intenção de guardar dinheiro naquele mês, o percentual cresce e 55% respondem que sim.

Segundo Orlando Diniz, presidente da Fecomércio-RJ, a intenção do trabalho foi verificar o perfil das pessoas que poupam e o que pretendem fazer com o dinheiro guardado. “Estamos começando a viver um momento interessante, pois está surgindo a primeira geração que não conviveu com a inflação e que consegue organizar melhor o próprio orçamento e pode criar uma cultura maior de poupar”, diz.

Para a Fecomércio, ressalta o presidente, é importante monitorar esse comportamento. “Isso pode nos indicar tendências de consumo”, diz ele, que não descarta realizar novas pesquisas sobre o comportamento das pessoas que economizam. Como o objetivo era ver essa tendência, a pesquisa não abordou como os investidores estão aplicando suas economias.

Neste primeiro estudo, a entidade verificou que os homens costumam poupar mais que as mulheres e que os jovens também têm um hábito maior de fazer economia. Das 258 famílias que possuem dinheiro guardado, em 60 delas os poupadores estão na faixa dos 16 a 24 anos e 58 entre os 35 e os 44 anos. Entre 25 e 34 anos há 50 poupadores, assim como dos 45 aos 59, de acordo com o trabalho.

Um bom indicador trazido é o de que as pessoas não pretendem movimentar o dinheiro no curto prazo. Apenas 7% pretendem usar as reservas e 21% não têm planos de mexer nas economias.

Já o principal objetivo da poupança surpreendeu. Das 258 famílias que poupam, 40 pretendem usar o dinheiro para reformar a casa e nove estão guardando para o lazer. Apenas cinco planejam adquirir imóvel e só duas estão investindo para garantir um futuro mais tranqüilo.

Para ler o artgo completo, clique aqui

Deixe um comentário