Jovens Inteligentes Enriquecem Já

by AmigoRico.org on October 24, 2008 · 0 comments

“Pena que não comecei a planejar minhas finanças há 10 anos atrás” ou “se eu tivesse conversado com você, não teria feito este financiamento…” são reflexões que um consultor em finanças pessoais ouve com freqüência. De fato, faz uma diferença brutal iniciar a planejar as finanças aos 25 anos e não aos 55 anos. Sempre é tempo para começar, independentemente da idade, no entanto, neste artigo em especial, o foco é nos jovens: jovens inteligentes começam a enriquecer cedo.

Enriquecer jovem?!

Jogador de futebol, milionário da Internet, ou cantor de pagode talvez sejam algumas referências comuns de jovens ricos. A idéia aqui é outra: começar a enriquecer cedo é planejar as finanças pessoais desde cedo.

O tempo a favor dos jovens

Na certa, você já ouviu um exemplo do tipo: se poupar R$ 100,00 todo mês, ao final de 30 anos terá “sei lá quantos mil”. Para quem está começando profissionalmente em torno dos 25 anos, poupar até os 55 anos é bastante razoável. Já para aqueles com idade mais avançada, este exemplo é mais improvável de ser implementado. Há diversos motivos para os jovens planejarem seu futuro financeiro, a questão central, no entanto, é: o tempo está a favor dos jovens!.

O tempo e a matemática

Dois exemplos simples. O primeiro é o valor de 1 (um) real no tempo. Imagine uma taxa de juros real (descontada a inflação) de 8% a.a. Assim, temos:

Moral da história, investir R$ 1,00 hoje é o equivalente a R$ 2,16 em 10 anos ou R$ 11,06 em 30 anos. Em um exemplo mais real, podemos multiplicar a tabela por R$ 10.000. E teríamos R$ 10.000 hoje aplicados equivalem a R$ 110.600,00 em 30 anos.

Agora, uma segunda hipótese, poupar todo mês 1 (um) real e aplicá-los com os mesmos juros reais de 8% a.a. do exemplo acima:

Interpretando a tabela abaixo, percebe-se que aplicando R$ 1,00 durante 30 anos, chega-se ao montante de R$ 1.408,00. Se o processo de poupança for iniciado 10 anos depois, para chegar a mesma quantia de R$ 1.408,00, ao invés de poupar R$ 1,00 todo mês, são necessários R$ 2,47 por mês. Iniciando com 20 anos de “atraso”, são necessários R$ 7,82 de poupança mensal. Ou seja: 7 vezes mais!

Em um exemplo prático, se João resolver poupar R$ 100,00 todo mês desde os 25 anos, terá ao final de 30 anos – com 55 anos – R$ 140.800,00 (para chegar a este valor, basta multiplicar o valor da tabela por 100). Seu amigo Manoel gostou da idéia e deseja também chegar aos 55 anos com a mesma quantia de dinheiro. Porém, só começou a poupar com 45 anos de idade. Ou seja terá que poupar R$ 782,00 ao invés de apenas R$ 100,00 todo mês.

Os exemplos acima mostram a vantagem em termos matemáticos de se beneficiar desde cedo do hábito de poupar e dos juros compostos. Planejar jovem, porém, vai além dos exemplos numéricos.

O tempo e as decisões certas

Para se beneficiar dos feitos matemáticos acima descritos, a capacidade de poupar é determinante. O livro “O milionário mora ao lado: os segredos dos ricaços americanos” mostra que mais importante do que ganhar muito é poupar de 10 a 20% de sua renda bruta. Muitos jovens ainda moram com os pais e não tem filhos, podendo facilmente atingir esta porcentagem sugerida pelo livro. Assim, estabelecer ainda jovem o hábito de planejar as finanças e elaborar um orçamento doméstico é fundamental para criar uma cultura de poupança. Afinal, com o desenvolvimento profissional e o aumento da renda bruta, a tentação de elevar o padrão de vida de forma não planejada pode ser o fator determinante para uma baixa taxa de poupança e consequentemente menos recursos para o futuro.

Imagine um jovem talentoso que recebe uma promoção no trabalho e empolgado resolve adquirir um apartamento novo, espaçoso, financiado em 15 anos. Nada mal, terá contraído uma dívida por 15 anos. Terá sido a melhor decisão?! O fato é que uma decisão desse porte terá repercussão sobre suas finanças durante anos, sendo fundamental o seu planejamento e análise.

O tempo e o retorno

Outro aspecto importante do jovem é o seu perfil, normalmente, mais arrojado. Em termos financeiros esta característica se traduz na escolha de investimentos mais agressivos, há mais tempo para se recuperar de eventuais perdas, portanto é possível tolerar um risco maior. No longo prazo, investimentos mais agressivos – como as ações – tendem a gerar retornos superiores. Assim, a matemática mostrada nos exemplos acima com o uso de taxas de retornos maiores fica ainda mais favorável aos jovens que começam a enriquecer cedo.

Em termos práticos, como o horizonte de tempo de investimento é grande, pode ser mais interessante, por exemplo, montar uma carteira de ações do que investir em um plano de previdência privada.

Para resumir, jovens só tem a ganhar planejando o seu futuro financeiro o quanto antes – o tempo está a seu favor: jovens inteligentes enriquecem já.

PS: Se você conhece um jovem inteligente, indique este artigo.

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