Breve histórico
O Brasil foi, provavelmente, o maior amigo dos rentistas durante a década de 1990 e o início dos anos 2000.
Para ilustrar esse fato, pegue a inflação anual em 1998, medida pelo IPCA, que foi de 1,66%. Pois só no mês de outubro daquele ano, já descontado o imposto de renda, a rentabilidade mensal da SELIC foi de 2,94%.
Só a partir do final do ano de 2007 é que as taxas mensais, baseadas na SELIC, ficaram abaixo de 1%.
Quase todos os economistas concordam que, para o desenvolvimento sustentável do país, esses juros mais baixos precisam se manter e, preferencialmente, ficar ainda menores.
Para o bem da economia do país, mas não para aqueles que viviam de renda, a época dos juros nas alturas parece ter ficado para trás.
A educação financeira ficou ainda mais importante
Sempre foi desejável conhecer melhor o mundo dos investimentos, bolsa de valores, imóveis, debêntures e outros veículos para acumular patrimônio no longo prazo. Porém, com taxas de juros de 26,5% ao mês, sem qualquer esforço um investidor poderia ter rentabilidades superiores às obtidas pelos melhores fundos de ações do planeta.
Estima-se que as rentabilidade médias obtidas por Warren Buffet e George Soros circulam entre 20% e 25% ao ano. Qualquer um conseguia números dessa grandeza investindo em renda fixa no país. (…)
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