Poupança, dívidas e a economia comportamental
27/11/2008 por AmigoRico.org
Hoje público mais um texto da colega CFP Rosário Pujado. De leitura fácil e divertida, Rosário mostra como nem sempre as decisões mais acertadas financeiramente são tomadas. Aproveitem, é um ótimo texto. Para ler outros textos da Rosário Pujado aqui no blog, visitem: http://www.amigorico.org/tag/rosario-pujado/
Poupança, dívidas e a racionalidade do investidor
Macarronada de domingo em família. Seu Fernando, mineiro, de 79 anos, reclama da sua situação financeira. Endividado no crédito consignado até o limite de 30% de sua aposentadoria, tomado no cartão de crédito e no cheque especial, Fernando mal consegue pagar as contas do mês e os medicamentos de uso contínuo dele e de sua esposa, Dona Laura, de 80 anos.
Por incrível que pareça, Fernando tem uma razoável quantidade de recursos aplicada na poupança, segundo ele, sua “reserva para o futuro”, “imexível” como diria o falecido Magri. Tempos atrás, quando o gerente do banco lhe ofereceu crédito consignado, a uma taxa de juros média de 2% ao mês para reformar a casa onde mora, Fernando não teve dúvidas: tomou o dobro do dinheiro de que precisava, reformou a casa e aplicou o resto na poupança!
Happy hour num barzinho da Vila Madalena, em São Paulo. Rita, paulista, 40 anos, comenta que acabou de quitar o financiamento do carro depois de longos 48 meses. Entretanto, não dá para suspirar aliviada. As últimas dez parcelas do carro foram pagas utilizando o limite do cheque especial! Para esquecer os problemas financeiros, Rita tomou uma decisão: vai aproveitar a restituição do imposto de renda e passar férias no Nordeste. Quem sabe na volta, com a cabeça fresca, ela consegue equilibrar o orçamento… Continue lendo »


