Consultório Financeiro: Diversificar é bom, mas investidor deve avaliar tolerância ao risco

04/07/2010 por AmigoRico.org

Tenho uma renda mensal de R$ 9 mil e só invisto em poupança. Todo mês, aplico cerca de R$ 3.500 em renda fixa. Entretanto, gostaria de dividir esse investimento em outras carteiras e ainda quero começar este mês a investir em previdência privada. Estou com 35 anos e gostaria de saber quanto poderia destinar à previdência e o que você aconselha na hora de investir meus ganhos, de acordo com o que eu descrevi acima? R.N.

Angela Nunes Assumpção,CFP: Em primeiro lugar, parabéns pela disciplina em direcionar mensalmente parte dos seus rendimentos para a constituição do seu patrimônio. Quanto maior for a sua disciplina, mais satisfatoriamente você atingirá os seus objetivos financeiros ao longo da vida e, quando a “idade madura” chegar com a aposentadoria, maior será a sua tranquilidade para desfrutá-la.

Em relação à sua questão, a ideia de diversificar os investimentos é muito boa. No entanto, antes de realizá-la, é necessário analisar o horizonte de tempo previsto para a utilização dos recursos investidos e a sua tolerância a risco. Uma regra básica: maiores riscos só devem ser assumidos para horizontes de investimento mais longos. Portanto, estabeleça quanto das suas reservas poderá ser utilizado no curto, médio e longo prazo. Isso vai ajudá-lo a definir o quanto de risco você poderá agregar a sua carteira.

Primeiro, considere, Continue lendo »

Consultório Financeiro: As diferenças entre os planos de previdência PGBL e VGBL

18/06/2010 por AmigoRico.org

Estou pensando em aderir a um fundo de previdência privada e gostaria de saber qual é a diferença entre um PGBL  e um VGBL. F.S

Ricardo Morais, CFP: Prezado, os dois tipos de fundos são instrumentos de previdência complementar e podem ser usados para planejar a sua aposentadoria. A principal diferença está na forma de tributação de cada um.

O Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) possui a vantagem de permitir ao investidor deduzir as contribuições feitas ao plano da base de cálculo do imposto de renda. Essas deduções só podem ser feitas pelas pessoas que efetuam a declaração completa do IR e que, simultaneamente, contribuem para a previdência oficial. Este fundo é mais interessante para assalariados que têm o imposto retido na fonte pela entidade pagadora. As contribuições podem ser diferidas até o limite de 12% da renda bruta tributável anual do participante.

Contudo, essa vantagem de dedução do PGBL não é relevante para aqueles contribuintes que não têm rendimentos tributáveis, como por exemplo, empresários cujos rendimentos advêm de distribuição do lucro das suas empresas. Para atender a esse público foi criado o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL).

O VGBL está enquadrado no ramo de seguro de vida com cobertura por sobrevivência, onde se forma uma reserva que será paga ao próprio segurado no futuro. Seu funcionamento é similar ao do PGBL e a principal diferença é que as contribuições não são dedutíveis da base de cálculo do imposto de renda.

Em ambos, PGBL e VGBL, o rendimento da reserva é diário e funciona de forma semelhante a um fundo de investimento. No momento da contratação, escolhe-se o tipo de carteira de investimentos, como por exemplo: Referenciado DI (atrelados ao juro diário do CDI); Renda Fixa (ativos do mercado de renda fixa em geral) ou Compostos (composição feita com renda fixa e ações).

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Consultório financeiro: Fundos com IMA-B têm ganhos, mas oscilam com os juros

21/05/2010 por AmigoRico.org

Aplico em um fundo onde coloquei praticamente toda a minha poupança. A carteira do mesmo é, na sua maior parte, baseado em NTN-B, que é referenciado no IMA-B. Estou acompanhando, com muita preocupação, a evolução extremamente negativa deste índice e já estou perdendo muito do meu capital investido.

Como não tenho noção dos índices que regulam tal aplicação e, portanto, qual a tendência para um futuro próximo, estou na iminência de sacar todo o capital do fundo para aplicá-lo em um CDB-DI. Será que vocês poderiam me auxiliar com informações a respeito de como se atualiza o valor do índice IMA-B e quais são as tendências para o futuro desse indicador a curto e médio prazos? F.J.

Myrian Lund, CFP: O Índice de Mercado Anbima B (IMA-B) considera a rentabilidade média das NTN-B - títulos federais que pagam a variação do IPCA mais juros. Esses papéis são de longo prazo e têm por objetivo garantir um ganho real (acima da inflação). Mas, pelo longo prazo, estão sujeitos a uma maior volatilidade.

Antes de tomar qualquer decisão, alguns pontos devem ser analisados:

a) Solicite uma comparação da rentabilidade do fundo em relação ao “benchmark” IMA-B e verifique se os retornos estão próximos a 100% desse indicador.

b) Os títulos NTN-B rendem IPCA mais juros, o que significa dois fatores de risco: a variação da inflação e a variação da taxa de juros. Por exemplo: um fundo comprou um título rendendo IPCA mais 6% ao ano. Passado um tempo, esses mesmos títulos estão sendo negociados no mercado a IPCA mais 8% ao ano. Se o fundo quiser negociar o título, ninguém vai querer comprá-lo a 6% ao ano se pode encontrar outro semelhante no mercado a 8% ao ano. Continue lendo »

Consultório Financeiro: O que é melhor para poupar, PGBL, VGBL, CDBs ou fundos?

19/05/2010 por AmigoRico.org

Tenho um excedente mensal de R$ 1.500,00. Sei que a previdência privada tem vantagens tributarias, porém, parece que as taxas cobradas são altas em relação aos CDBs e fundos. Qual a diferença em porcentagem e onde ficaria interessante este tipo de aplicação? J.R.

Gisele Colombo de Andrade, CFP: Precisamos voltar alguns passos antes de responder: você tem algum objetivo específico para sua reserva? É extremamente importante conseguir guardar recursos para o futuro e “gastar menos do que se ganha”, mas para fazer uma alocação eficiente de seu patrimônio precisamos pensar de uma forma um pouco mais estratégica.

Sempre que ouvimos falar que um investimento traz benefício fiscal, ficamos tentados a aportar nossos recursos, pois já pagamos tantos impostos… Se você pensa em assegurar seu padrão de vida na aposentadoria, sem depender do sistema público de previdência, o investimento desde já num plano privado poderá trazer esse conforto. Essa é a primeira razão de ser desses produtos. Continue lendo »

Consultório financeiro: Pequeno empresário deve ter reserva extra para emergência

04/05/2010 por AmigoRico.org

Tenho 38 anos, posso guardar R$ 700 a R$ 1 mil por mês e penso em me aposentar com 65 anos. Porém, por ser empresário, minha possibilidade de poupar pode melhorar, ou seja, poderei aplicar um valor maior que R$ 1 mil mensais no ano que vem. Qual o melhor caminho para meu investimento? M.A.

Resposta de Rogério Bastos, CFP: O primeiro passo importante você já esta dando: se preocupar em planejar o seu futuro. Parabéns! Como você tem hoje 38 e pensa em se aposentar aos 65, seu horizonte de acumulação de capital é de 27 anos. Desta forma, você tem tempo suficiente para usar instrumentos de longo prazo. Porém, como você é empresário, seria importante ter também uma reserva de emergência para eventuais necessidades advindas da sua atividade e considerar outros investimentos que você gostaria de fazer como comprar um imóvel, etc.

Minha recomendação: montar imediatamente uma reserva na poupança ou em fundos DI. Para calcular o valor dessa reserva, considere todas as despesas do seu dia-a-dia ao longo de um mês, como aluguel, condomínio, impostos, escola, empregados e todas as outras, por menores que sejam (a soma de várias pequenas despesas sempre fica relevante) e multiplique por seis. Continue lendo »