Desemprego: como contar para os filhos?

19/03/2009 por AmigoRico.org

Do blog da psicóloga Rosely Sayão: “esconder da criança que o pai ou a mãe estão sem trabalho e apostar que ela acreditará não beneficia ninguém (…)”.

Para ler o texto completo, clique aqui. E busque pelo texto “Crise e Crescimento de 19/02/2009.

Submarino.com.br

Crise Financeira Internacional: Bom Humor

17/03/2009 por AmigoRico.org

Da Revista da Folha, coluna “Barbara responde”. (um pouco de humor)

FORTUNA
“Graças ao bilhete ‘madrugador’ instituído pelo governador, vou economizar R$ 52,60/ano. Você poderia verificar com o Daniel Dantas qual a melhor aplicação para a referida quantia?” Roberto Azul-Marinho

Noel Rosa,
Achei mais prudente ligar para Warren Buffet, o segundo homem mais rico do mundo. Ele me disse que, com essa dinheirama toda, em breve o senhor poderá adquirir um milhão de ações de alguma montadora norte-americana. É só uma questão de esperar e escolher ao seu agrado.

Crise Financeira Atual e o Seu Bolso

01/12/2008 por AmigoRico.org

Mais um texto da colega CFP Rosário Pujado. O título é “E quanto ao pacote de socorro para a pessoa física?”. O texto aborda armadilhas que a crise financeira atual pode trazer para o seu bolso.

E quanto ao pacote de socorro para a pessoa física?

Temos assistido, nas últimas semanas, à abertura dos cofres públicos de vários países, socorrendo as economias em crise. São bilhões de Dólares e Euros destinados à compra de instituições financeiras e seguradoras, linhas de crédito aos setores produtivos e ao consumo. Tudo para vencer o temido fantasma da recessão, que já assola oficialmente o Japão e a Alemanha.

Aqui no Brasil, temos visto o esforço do Governo em várias frentes: Alterações no compulsório deram fólego a bancos pequenos e médios; novas linhas de crédito foram direcionadas ao setor produtivo, às exportações e ao consumidor final. De acordo com o ministro Mántega, o governo adotará as medidas que forem necessárias para assegurar crescimento da economia de 4% no próximo ano. O Presidente Lula, por sua vez, convoca a população a consumir, visando a continuidade do ciclo de crescimento do país. A época do ano é mais um empurrãozinho: décimo-terceiro salário, compras de Natal, férias das crianças, e assim por diante. Afinal, o Brasil não pode parar, certo?

Não quero ser a “desmancha-prazeres” de plantão. Contudo, acho importante trazer algumas reflexões a tona, especialmente nestes momentos em que a racionalidade fica relegada a um segundo plano e o impulso toma conta do nosso comportamento econômico.

Cuidado com as “cenourinhas” que estão sendo colocadas na nossa frente!

Cenourinha número 1: Não existe crise do crédito no Brasil

Embora o ritmo de crescimento do crédito tenha diminuído, a relação crédito/PIB atingiu o recorde de 40%. O que é preciso lembrar é que, apesar de não existir evidência de crise de crédito no Brasil, o crédito está mais caro. A taxa média vem subindo nos últimos meses, atingindo 43% em outubro (e subindo em novembro). A propósito, quando foi o último reajuste do seu salário? Qual foi o percentual?

Cenourinha número 2: Realize seu sonho. Compre seu imóvel já, mude no Natal e ganhe um carro zero de presente.

Quando a esmola é demais ….. você, que não é santo, tem que desconfiar. Já vimos que o crédito está mais caro. Quando você assume um financiamento de longo prazo, a taxa de juros mais elevada deixa o valor final do imóvel lá nas alturas (mesmo que você tenha comprado o primeiro andar). Seu sonho pode esperar mais seis meses? Provavelmente até lá os altos preços de hoje não se sustentem. Entretanto, fica difícil adiar a gratificação de ter a casa nova já. Temos comportamento de crianças (quero agora!), só que o brinquedo é de adulto. O carro zero de presente merece uma consideração especial. Não é novidade, aliás. Lembro quena década de 90, quando o Fusca foi relançado, tinha ofertas do tipo “Compre uma Quantum e leve um Fusca de presente”. O fato é que o “grátis” tem um apelo irresistível para nós. Costumamos pagar qualquer preço para obtermos alguma coisa grátis.

Cenourinha número 3: Nunca esteve tão barato comprar um carro de luxo!

Taxa de 0,99% ao mês, IPVA 2008 grátis (claro, afinal estamos em dezembro) e IPVA 2009 de presente! Tudo em letra maiúscula no jornal, e ainda com fotos! Você já está se vendo dirigindo o carrão, sentido aquele irresistível cheirinho de carro novo. Não faz mal se você ainda não acabou de pagar as 72 parcelas do teu atual carro popular. E, claro, você também não quer pensar no valor do seguro, nem no consumo maior de combustível. “Eu dou um jeito”, você diz. Será mesmo? Costumamos ser excessivamente otimistas em relação ao que conseguiremos fazer no futuro. Já nos propusemos andar na esteira todos os dias e emagrecer quatro quilos no próximo mês. Conseguimos?

Não se iluda. A taxa do cheque especial e do cartão de crédito continua exorbitante; a gasolina continua cara, apesar da queda no preço do petróleo; o IPVA que você ganha de presente ao comprar o carro zero já está embutido no preço, as tarifas cobradas elevam o custo dos financiamentos anunciados. Suas dívidas não serão perdoadas. Se você fizer uma boa negociação, o máximo que você vai conseguir é alongar prazos e diminuir a taxa de juros (de 10% para 5% ao mês, na melhor das hipóteses). Aliás, a nossa taxa real de juros (descontada a inflação) continua sendo a mais alta do mundo.

Não existe pacote de socorro do Governo para a pessoa física. Não existe mágica que faça suas dívidas sumirem ao estalar os dedos. Existe, sim, um planejamento financeiro adequado e um uso consciente do crédito. Reflita nisso na hora de escrever sua cartinha para o Papai Noel (ou será que ele também não existe?).

Rosario Pujado ministra cursos sobre Planejamento Financeiro e possui a certificação CFP®.

Bolsa de valores, dólar e a sua viagem para a Disney

12/11/2008 por AmigoRico.org

Publico o texto de uma colega CFP: Márcia Dessen. O texto, bastante didático, conta a história do José, que aplicou na bolsa e sonhava fazer uma viagem para a Disney. Desde já, agradeço a Marcia Dessen pela contribuição.

As ações caíram, o dólar subiu. E agora José?

José é um desses brasileiros que sempre olharam de longe a coragem, o sangue frio e a ambição de quem investe na Bovespa. “Isso não é para o meu bico”, pensava. “Quem sabe um dia, se eu ganhar na loteria…” Levar os meninos para a Disney sempre foi um sonho, mais dele do que das crianças, com quem nunca compartilhou seu desejo pois não acreditava que teria dinheiro suficiente para comprar dólares, a tal moeda cobiçada, forte e cara. Convencido de que sua história era outra, sempre fez poupança em renda fixa, achando que os juros que recebe são altos o suficiente para compensar o risco que, segundo sua percepção, não existe. Continue lendo »

Consumo compulsivo

10/11/2008 por AmigoRico.org

Estou apavorada com a crise atual. Sou uma consumista compulsiva e não sei o que fazer. Estou com problemas?

O psicanalista Francisco Daudt respondeu a pergunta na Revista da Folha de ontem (09/11/2008). Gostei da resposta, publico abaixo.

Claro que sim, e já estava antes da crise. O consumismo compulsivo é um vício parecido com o alcoolismo. O critério de vício é “uma prática incontrolável em que a pessoa faz merda”. Alguém que bebe todos os dias um terço de uma garrafa de destilado depois do trabalho, enquanto lê ou vê um filme, sem criar problemas, não é viciado. Já quem compra uma vez por mês e fica no vermelho, no cartão de crédito e no cheque especial, é viciado.

Bem-vinda à economia real. É um tempo fabuloso para que as pessoas reflitam sobre uma fórmula que tem dado certo aqui em casa, para mim, meus clientes e meus filhos: “SIMPLES, POUCO, LENTO e DELICADO”. Tem nos trazido felicidade.

Crise? Que crise? (com o desgosto de repetir o presidente). Não há porque nos preocuparmos se nossos custos fixos são baixos, se o que apreciamos é quase de graça, se nossos valores são os da beleza interior, do cultivo do espírito e da contemplação e se estamos cercados de pessoas lindas que admiram as mesmas coisas. Penso que a tal crise pode beneficiar milhões de pessoas como você, levando-as a repensar suas vidas e seus valores. Retraí-las, fazê-las olhar para suas vidas, para seus sentimentos, fazê-las se consultarem sobre seus desejos e sobre o que realmente lhes importa. Sorte sua.