Planejamento Pessoal

05/03/2010 por AmigoRico.org

Dando continuidade a abordagem de planejamento pessoal, gostaria de passar algumas sugestões.

1. Avalie o que quer ser no futuro, qual a sua referência? Quem você admira e o inspira? Se tiver tempo e achar conveniente descreva-se no futuro. Se for o caso defina sua missão de vida.

2. Arregace as mangas e comece a trabalhar

3. Defina Metas – comece por juntar 6 meses de suas despesas em um investimento em Renda Fixa com liquidez. Segmente-as por data e por categoria: (…)

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Como você prefere se aposentar?

25/02/2010 por AmigoRico.org

Aos poucos ou de uma vez? As pessoas dizem que preferem se aposentar aos poucos, mas uma pesquisa do Boston College diz que na verdade isso não importa. Os pontos que impactam para a felicidade depois de aposentado são: (…)

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Artigo Finanças Pessoais, o xis da questão

27/10/2009 por AmigoRico.org

De alguns anos para cá, muito tem sido escrito sobre o tema finanças pessoais: uma série de livros foi publicada, assim como passaram a ser veiculados, nos mais diversos meios de comunicação, informações, comentários e opiniões sobre esse tema. O crescimento da economia brasileira e mundial nos últimos anos, associado com momentos de bons ganhos nos mercados financeiros, também contribuiu para que o tema finanças pessoais estivesse cada vez mais na pauta do dia.

Porém, tem-se a impressão de que muitas iniciativas de divulgação de informações sobre o tema têm caráter pontual, enfocando um ou outro assunto mais específico. Nesse sentido, há várias publicações sobre investimentos, algumas sobre administração de finanças pessoais de forma ampla; outras seguem linhas de autoajuda, ao passo que também se pode encontrar informações pontuais sobre previdência, seguros e planejamento financeiro. Contudo, será que não existe algo anterior, que culmine justamente na necessidade de se conhecer, em um segundo momento, sobre tais assuntos mais específicos?

Administrar os próprios recursos implica, antes de qualquer coisa, tomar decisões. Isso advém do (aparentemente simples e óbvio) fato de que os desejos são ilimitados, ao passo que os recursos, (são infelizmente) finitos. Se queremos tudo, mas não temos condições financeiras para isso, temos que tomar decisões, o que também remete a outra (trivial) conclusão: alguns desejos serão satisfeitos, ao passo que outros, ou serão adiados, ou simplesmente terão que ser deixados de lado.

A questão começa a complicar quando somos estimulados a consumir e a partir do momento em que podemos nos remeter a artifícios financeiros para antecipar esse consumo. Assim, utilizando as diversas formas de financiamento ao consumo (crédito pessoal, cartão de crédito, cheque especial, parcelamentos), temos a sensação de que se pode romper essa barreira da finitude do dinheiro e, com isso, satisfazer “todos” nossos desejos.

Às vezes, antecipar o consumo pode ser muito gratificante: como convencer um casal de noivos a juntar dinheiro por muitos anos ainda para conseguir comprar a tão sonhada casa própria ao invés de acelerar essa compra por meio de um financiamento? Sim, a antecipação do consumo faz parte da realidade e pode trazer muitos benefícios. Porém, volta-se o foco para a tomada de decisão, que precederá a utilização (ou não) do crédito.

Nesse sentido, há muitas informações sobre as linhas de crédito disponíveis para financiamento habitacional. A partir do site de algumas instituições financeiras, é possível inclusive fazer simulações do valor da prestação e praticamente contratar o financiamento, bastando apenas uma visita ao gerente para entrega de documentação e assinatura dos contratos. Porém, quanto da renda poderá ser destinada ao pagamento da prestação? E, contratando um financiamento, será que haverá dinheiro suficiente para satisfação de outros desejos, ou será preciso abrir mão de alguns deles, ainda que temporariamente?

Da mesma forma, quando o assunto é investimento, não faltam informações sobre os produtos financeiros disponíveis. É possível encontrar, até mesmo, dados sobre estratégias sofisticadas para operações com instrumentos mais complexos. Brilha aos olhos a possibilidade de ganhos elevados e aparentemente fáceis. Porém, será que o risco não está demasiadamente alto para o investidor? Em outras palavras, se algo não sair como previsto, será que esse investidor superaria, em termos financeiros, determinada perda? Sem dúvida, são decisões que devem ser tomadas antes mesmo de se buscar informações sobre em quais produtos investir.

Lidar com o dinheiro também implica alguma preocupação com o futuro. Será que o orçamento doméstico contempla a possibilidade de se formar alguma reserva financeira para ser desfrutada no futuro, quando chegar o momento de se aposentar ou mesmo de desacelerar o ritmo de trabalho? Novamente, é possível encontrar diversas informações sobre previdência, mas como mensurar o montante a ser aplicado, a quantidade de risco a ser assumida e o tempo de aplicação são questões que devem ser decididas previamente à escolha do produto que servirá como meio para atingir os objetivos desejados.

Com isso, um aspecto muito importante na administração das finanças pessoais é a tomada de decisão quanto ao destino dos próprios recursos. Como conciliar necessidades básicas (alimentação, vestuário, moradia) com os desejos de consumo, sem contudo romper essa barreira da finitude do dinheiro? Um planejamento financeiro bem elaborado pode ajudar, à medida que contribui para estabelecer prioridades ao longo do tempo, para adequar o risco à capacidade de cada investidor e para que se possa encarar esse xis da questão de forma mais clara, tornando assim a busca por produtos e serviços financeiros algo melhor embasado e coerente às especificidades de cada um.

Caio Fragata Torralvo é consultor financeiro pessoal, professor da FIA, possui a certificação Certified Financial Planner (CFP) e faz parte da equipe Médico das Finanças.

Planejamento Financeiro Familiar: importância

28/11/2008 por AmigoRico.org

Mais um texto de um colega CFP, que gentilmente autorizou a publicação. Trata-se do Eduardo Winston Silva, que aborda um tema essencial: a importância dos objetivos no planejamento financeiro familiar. Aproveitem:

A importância de um planejamento financeiro familiar

Caros leitores, nos últimos anos tenho prestado consultoria a algumas empresas orientando seus funcionários quanto à correta elaboração de um planejamento financeiro familiar. Por um lado, fico extremamente satisfeito ao constatar o aumento do interesse público pelo tema, algo que demonstra o amadurecimento da cultura de planejamento no país. Por outro, me chama a atenção o fato que muitas pessoas não possuem justamente a informação mais relevante para a elaboração de um planejamento financeiro eficaz: objetivos reais, claros e definidos.

Pode parecer estranho, mas muitas pessoas não sabem responder a primeira pergunta que qualquer planejador financeiro faz: “Quais são os seus objetivos a curto, médio e longo prazo?” Por isso, acabam cometendo um erro que é muito comum nos dias atuais. Traçar como objetivo a simples acumulação de riqueza. Algo que, convenhamos, é um tanto sem propósito.

Como consultor financeiro profissional, posso garantir que o dinheiro nada mais é do que uma simples ferramenta para que possamos atingir nossos objetivos. Na academia, aprendemos que o dinheiro possui apenas três funções reais. São elas:

Reserva de valor
: O dinheiro é algo que, idealmente, guarda valor ao longo dotempo. Dinheiro não é perecível e não necessita manutenção. Ativos reais, como casas, carros, lanchas, têm seu valor alterado ao longo do tempo por uma série de fatores. O dinheiro não. Entender esta função do dinheiro é muito importante, pois, via de regra, esta função do dinheiro fica comprometida pela inflação. Assim, quem busca manter o dinheiro como reserva de valor deve estar bem atento aos índices de inflação, pois comprometerão significativamente seu resultado ao longo do tempo.

Medida de valor: Esta característica do dinheiro nos permite mensurar o valor relativo dos bens. É por meio do dinheiro que conseguimos determinar, por exemplo, quantas sacas de laranja vale determinada casa, quanto barris de petróleo vale determinada empresa, quantas horas de trabalho vale um almoço. Esta propriedade é muito interessante e é algo que devemos ter em mente quando tomamos nossas decisões de consumo. Ora, se o meu dinheiro foi conseguido com horas de trabalho, se eu pago mais por um determinado bem, em última análise, estou diminuindo o valor do meu trabalho.

Meio de troca: Esta é a função mais óbvia do dinheiro. A era do escambo é algo que ficou para traz. Atualmente é pouco concebível que alguém chegue, por exemplo, com um punhado de sal em uma concessionária para comprar um carro. Naturalmente, o detentor desta quantidade de sal vende o seu produto, ou seja, troca por uma quantidade de dinheiro e pega este dinheiro e vai à concessionária comprar o carro que deseja.

Juntas, estas três funções nos levam a conclusões muito importantes. A primeira é que o dinheiro pode ser trocado por todos os outros bens ou serviços. Logo, seria o motivo pelo qual todos querem dinheiro. Ele nos dá o poder para decidirmos o que queremos consumir. Outra conclusão interessante e complementar é que podemos guardar certa quantidade de dinheiro por um período ao longo do tempo e, então, trocarmos por algo de que nos seja muito valioso em um momento futuro. Agora sim, é só planejarmos como chegaremos lá.

Como vimos, na prática, dinheiro só tem utilidade quando é gasto. Não podemos comer dinheiro, mas podemos trocá-lo por comida. Não podemos vestir dinheiro, mas com ele compramos roupas. Não podemos nos curar com dinheiro, mas com ele compramos medicamentos. Neste sentido, realmente o dinheiro nos dá algum poder.

Existem alguns objetivos reais que são um pouco mais difíceis de mensurar. É natural que queiramos dinheiro para uma emergência, uma necessidade imprevista. Queremos dinheiro para termos uma aposentadoria tranqüila, para deixarmos nossa família resguardada em relação às suas necessidades caso venhamos a faltar ou mesmo para trocar em algo que seja caro em um futuro indeterminado. Embora objetivos como estes se traduzam em manter alguma quantidade de liquidez, absolutamente não estamos falando em ter o dinheiro como objetivo.

Portanto, defina seus objetivos. Para cada um deles, há um produto financeiro e uma estratégia adequada disponível. Somente então um consultor financeiro profissional poderá ajudá-lo. Mas lembre-se, existem realmente coisas que o dinheiro não pode comprar.

Eduardo Winston Silva é gestor independente, ministra treinamentos sobre planejamento financeiro para empresas e possui a certificação Certified Financial Planner (CFP)

Controle das Finanças Pessoais: a pausa para pensar é fundamental

14/11/2008 por AmigoRico.org

Hoje, vou publicar um novo texto da colega CFP Rosário Pujado (CFP é a certificação para planejadores financeiros pessoais, para saber mais, clique aqui). A Rosário também é autora do texto “O perigo quando o investidor se torna torcedor“.

No texto de hoje, Rosário dá dicas práticas para você evitar excessos e controlar as suas finanças pessoais e o seu orçamento doméstico. Aproveite!

Acione o “circuit breaker” nas suas finanças pessoais

Setembro de 2008. Logo após a quebra do Lehman Brothers, a estatização da AIG e a compra da Merril Lynch pelo Bank of America, a Bolsa da Rússia acionou, por duas vezes, o “circuit breaker” – mecanismo que interrompe imediatamente o pregão toda vez que o índice representativo dos preços de um conjunto de ações tenha queda substancial. Este mecanismo é utilizado no mundo todo em momentos de alta volatilidade. Continue lendo »

Your Life

13/11/2008 por AmigoRico.org

Nas últimas semanas, diariamente tenho atualizado o blog com um novo texto. Hoje proponho um exercício diferente: ao invés de ler um texto, faça um exercício financeiro. Que tal?

Faça a sua Avaliação Financeira Gratuita. E identifique quais são os seus pontos fortes e fracos em relação ao tipo de comportamento que você tem com o seu dinheiro.

Trata-se de um recurso disponível no sistema Your Life, o mais novo parceiro do AmigoRico.org!

O Your Life foi desenvolvido em parceria com Gustavo Cerbasi. É uma ferramenta via Internet que permite a você:

1. Avaliar a sua situação financeira atual (grátis!);
2. Elaborar o seu plano de ação financeiro com base nos pontos fortes e fracos identificado em seu diagnóstico;
3. Elaborar o seu plano de objetivos pessoais (aquisição de bens materiais, objetivos de lazer, saúde, etc)
4. Acompanhar a sua evolução na implementação do projeto traçado.

Para fazer a sua avaliação financeira gratuita e conhecer mais sobre o sistema Your Life, clique aqui.

Projeto de vida é essencial: como criar o seu

06/11/2008 por AmigoRico.org

Hoje, tive a oportunidade de assistir presencialmente na USP à palestra do Prof. Dr. Sigmar Malvezzi (Docente do Instituto de Psicologia da USP). O tema foi: “Aprendizagem Organizacional – Ferramenta Fundamental de Desenvolvimento”.

Segundo o professor, pesquisas indicam que de cada duas pessoas que decidem crescer e se aperfeiçoar pessoalmente e profissionalmente, apenas uma consegue.

Qual a diferença dos que conseguem?! Continue lendo »

O que realmente precisamos aprender sobre dinheiro?

05/11/2008 por AmigoRico.org

O Leandro é estudante de jornalismo e está fazendo uma matéria sobre educação financeira. Ele me enviou uma série de perguntas. Gostei muito de uma delas: “o que realmente precisamos aprender sobre dinheiro?”.

Respondi de maneira curta e objetiva. Transcrevo abaixo minha resposta a duas perguntas do Leandro. Se quiser contribuir, participe da discussão: o que realmente você precisa aprender sobre dinheiro?

1) De fato, por todos os entraves da economia brasileira, diversas moedas, inflações, etc, não fomos ensinados a lidar com as finanças de maneira adequada. O que realmente precisamos aprender sobre dinheiro?

Minha resposta: Difícil pergunta. Não acredito que exista uma resposta genérica. É claro que é interessante que todos saibam fazer contas, saber porque endividar-se é ruim, saber se planejar para uma grande aquisição, etc. Mas é uma questão pessoal: cada um deve identificar seus pontos fracos e fortes quando o assunto é finanças e atuar sobre eles.

Digamos, por exemplo, que uma pessoa seja ótima em gerar renda, porém gaste mais do que ganha. Os pontos fortes e fracos estão claros.

Como uma referência básica para aprender sobre dinheiro recomendo o livro Pai Rico, Pai Pobre.

2) Temos sido bombardeados por livros, artigos de revistas, jornais a respeito de Planejamento Financeiro, Planejamento Orçamentário. O que preciso levar em conta para me planejar financeiramente?

Resposta: É um processo de planejamento, como o que as empresas fazem, por exemplo. Identificar aonde você está (diagnóstico da situação atual), aonde quer chegar (objetivos), e como chegar lá são os passos básicos do planejamento.

Participe você também. Deixe um comentário logo abaixo.

Planejamento Financeiro Pessoal: o primeiro passo

30/10/2008 por AmigoRico.org

A melhora da condição financeira, tal como a melhora da condição física, é um processo que ocorre ao longo do tempo com a dedição do “atleta”, o suporte do treinador e a tomada de decisões corretas. É por isso que “personal trainer” das finanças, “preparador físico” das finanças são boas definições para explicar o trabalho de um consultor em finanças pessoais. Atendimento personalizado, adequado às necessidades e objetivos de cada “atleta”, acompanhamento periódico, análise e discussão do desempenho são pontos em comum entre os “personal trainers” da academia e os “personal trainers” do dinheiro.

Se o conceito é similar, o método de trabalho também apresenta pontos em comum. Medição do peso, altura, índice de massa corporal e realização de um teste ergométrico ajudam o preparador físico a conhecer melhor a condição física do seu novo “atleta”. No caso do consultor em finanças pessoais, existem também alguns índices que podem ser monitorados para acompanhar a saúde financeira, para bater uma fotografia das finanças do atleta na data inicial do trabalho de planejamento financeiro.

Não há momento melhor para tirar esta fotografia financeira do que no início de um ano ou de um mês, quando a resolução de muitos envolve, entre outros objetivos, a conquista de uma situação financeira melhor. Assim, este artigo tem o objetivo de descrever e ajudar você a calcular três índices: o seu patrimônio esperado, a sua taxa de poupança e a sua taxa de riqueza. Continue lendo »